O escândalo do governador “Demo” do Distrito Federal repercutiu aqui na Câmara Municipal. Um dos comentários dos vereadores foi com relação à oração da propina, aquela imagem do deputado distrital e pastor evangélico agradecendo a Deus pela propina.
Nada disso me espanta mais, principalmente em se tratando de PFL. Eles até mudaram de nome, embora de democrático o DEM não tem nada. Está mais para um lacerdismo. O discurso udenista é o mesmo e a opção preferencial pelo golpe, também. Falta o brilho do velho corvo, que pelo menos era bom de retórica.
PT, PSDB e outros “pés” menores têm seus esqueletos nos armários. E eles não se restringem ao mensalão federal do PT e o mineiro do PSDB. Fora as propinas multipartidárias de construtoras, a propina de construtoras a tucanos paulistas, o caixa dois do PT de Londrina e por aí afora (a lista é grande).
O que causa espanto é a cara de espanto de comentaristas de telejornais com o escândalo do PFL velho de guerra. Ora: é o pefelão de ACM, o homem que grampeava de adversários à ex-amante – que a sempre combativa imprensa paulista chamava de “namorada de ACM”, embora o nome correto para namorada de homem casado seja amante.
Enfim, nada de novo em Brasília. A única novidade é a politicalha guardando dinheiro na meia (porque na cueca um petista já tinha guardado em 2005).
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
HORAS EXTRAS
A Secretaria de Gestão Pública investiga eventuais abusos no pagamento de horas extras a servidores municipais na administração do ex-prefeito Nedson Micheleti (PT). De acordo com o secretário Marco Cito, num levantamento feito pelo setor de recursos humanos da secretaria foram detectados os pagamentos de horas extras no final do ano passado a dois servidores da Secretaria da Educação: um recebeu R$ 15 mil e o outro, R$ 20 mil. “Isso foi uma primeira detecção que fizemos. Estou esperando um levantamento desse caso específico (dos dois servidores) e um levantamento para saber se existem outros casos”, explicou o secretário. Segundo ele, também haverá cruzamento de informações com normatizações feitas na administração anterior com relação ao pagamento de horas extras.
O HUMOR DE BARBOSA
Quem acompanhou a reunião do secretariado municipal ontem pela manhã garante: o prefeito Barbosa Neto (PDT) não começou a segunda-feira de bom humor. Pelo menos com relação aos seus secretários, para os quais o pedetista distribuiu puxões de orelhas no atacado.
Quem conhece o prefeito garante: a frigideira está em fogo alto. Já deve ter auxiliar bem passado no começo de dezembro.
Segundo interlocutores, o humor de Barbosa só melhorou à tarde. E graças ao anúncio da liberação de recursos para obras na cidade.
Quem conhece o prefeito garante: a frigideira está em fogo alto. Já deve ter auxiliar bem passado no começo de dezembro.
Segundo interlocutores, o humor de Barbosa só melhorou à tarde. E graças ao anúncio da liberação de recursos para obras na cidade.
REQUIÃO PAZ E AMOR
Roberto Requião (PMDB) fez a linha paz e amor durante a visita de ontem a Londrina, onde além de anunciar recursos, participou do seminário “Crescimento econômico e desenvolvimento sustentável”.
Além de desfilar simpatia – cena rara – o peemedebista não economizou em elogios à cidade, pelo seu histórico de resistência à ditadura militar.
O comportamento de Requião dividiu opiniões. Os mais moderados acreditam que a simpatia do peemedebista era sintoma da bota ortopédica no pé esquerdo. Os mais pragmáticos, acham que é efeito do lançamento da candidatura do peemedebista à presidência – que só Requião e mais meia dúzia levam a sério.
Além de desfilar simpatia – cena rara – o peemedebista não economizou em elogios à cidade, pelo seu histórico de resistência à ditadura militar.
O comportamento de Requião dividiu opiniões. Os mais moderados acreditam que a simpatia do peemedebista era sintoma da bota ortopédica no pé esquerdo. Os mais pragmáticos, acham que é efeito do lançamento da candidatura do peemedebista à presidência – que só Requião e mais meia dúzia levam a sério.
A VOLTA DA LENDA URBANA
O viaduto no cruzamento das avenidas JK e Higienópolis, anunciado ontem pelo governador Roberto Requião (PMDB) e pelo prefeito Barbosa Neto (PDT), é praticamente uma lenda urbana em Londrina.
Na década de 1990, durante o seu terceiro mandato como prefeito, Antonio Belinati (PP) fez alarde com uma maquete do viaduto, que uma quase uma década depois da saída do hoje deputado federal do cargo, ainda não deixou o mundo da imaginação.
A maquete festejada por Belinati ninguém sabe onde foi parar. Já o viaduto, voltou para a agenda.
Agora, com o anúncio lastreado pelo governo do Estado, há quem garanta que o viaduto deixará de ser uma maquete marqueteira e esquecida.
Na década de 1990, durante o seu terceiro mandato como prefeito, Antonio Belinati (PP) fez alarde com uma maquete do viaduto, que uma quase uma década depois da saída do hoje deputado federal do cargo, ainda não deixou o mundo da imaginação.
A maquete festejada por Belinati ninguém sabe onde foi parar. Já o viaduto, voltou para a agenda.
Agora, com o anúncio lastreado pelo governo do Estado, há quem garanta que o viaduto deixará de ser uma maquete marqueteira e esquecida.
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