Para encerrar o dia, uma observação sobre a tese de que a obrigatoriedade de diploma específico para exercer a profissão de jornalista cerceia a liberdade de expressão: creio que liberdade de expressão não pode ser confundida com regulamentação profissional. Todo mundo acha que, egressos de outras carreiras, entrarão numa redação direto para o espaço opinativo. Não é assim.
Trabalho diário de jornalista é fazer obituário, checar informações, buscar informações, o que incorre em horas de espera por fontes, lidar com algumas fontes não tão simpáticas assim e também ficar meses cobrindo assuntos que ele pode considerar não tão interessantes assim. Ou seja: é trabalho duro, que tem uma técnica específica.
A liberdade de expressão está garantida nos instrumentos de interatividade e nas seções específicas para artigos de opinião.
Boa noite a todos.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
DILMA NÃO VEM
Mais uma da bola de cristal: a ministra Dilma Roussef não vem a Londrina, embora a assessoria de imprensa da Casa Civil informe que "não tem previsão" na sua agenda para visitar Londrina. Em tese, isso significaria que a agenda pode mudar e a ministra aparecer, hipótese considerada improvável.
BOLA DE CRISTAL
Informa o departamento de futurologia do blog que o deputado federal Alex Canziani (PTB) teria o direito de indicar dois nomes para o secretariado do prefeito eleito Barbosa Neto (PDT). Esse teria sido o acordo que garantiu a neutralidade do prefeito interino no terceiro turno.
GUILHOTINA NELA
O ministro Ayres Britto disse agora há pouco, em entrevista veiculada pela emissora de rádio do STF, que defende "o abate completo", a "guilhotina" para a Lei de Imprensa em vigor, que data de 1967, período da ditadura militar. Gostei da fala de Britto: o Brasil precisa enterrar o entulho autoritário.
JULGAMENTO DO DIPLOMA É ADIADO
O julgamento do recurso contra a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista, que seria apreciado hoje, no STF, foi retirado de pauta. De acordo com o site da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), ainda não há nova data para o julgamento.
JULGAMENTO DA LEI DE IMPRENSA ESTÁ SUSPENSO
A quem interessar possa, o STF acaba de suspender a sua sessão plenária, na qual era julgada a ação protocolada pelo PDT pedindo a extinção da Lei de Imprensa. Dois ministros votaram: Ayres Britto (que no TSE cassou o registro da candidatura de Antonio Belinati) e Eros Grau. Ambos votaram pela extinção total da lei, que data de 1967, época da ditadura militar inaugurada com o golpe de 1º de abril de 1964. O relator do processo é Ayres Britto, que no ano passado suspendeu liminarmente 20 dos 77 artigos da lei.
No relatório de 140 páginas, Britto afirma que não há necessidade dessa lei, que ela não é mais cabível. Segundo ele, a lei de imprensa em vigor tem um recorte autoritário, que entra em choque contra a Constituição de 1988, elaborada num Brasil já redemocratizado.
A lei de imprensa prevê, por exemplo, penas mais duras que o Código Penal para os crimes de injúria, calúnia e difamação e não admite a prova da verdade contra o presidente da República, os presidentes da Câmara e do Senado, ministros do Supremo Tribunal Federal e chefes de estado ou de governo estrangeiro e suas representações diplomáticas.
O julgamento será retomado em 15 de abril.
No relatório de 140 páginas, Britto afirma que não há necessidade dessa lei, que ela não é mais cabível. Segundo ele, a lei de imprensa em vigor tem um recorte autoritário, que entra em choque contra a Constituição de 1988, elaborada num Brasil já redemocratizado.
A lei de imprensa prevê, por exemplo, penas mais duras que o Código Penal para os crimes de injúria, calúnia e difamação e não admite a prova da verdade contra o presidente da República, os presidentes da Câmara e do Senado, ministros do Supremo Tribunal Federal e chefes de estado ou de governo estrangeiro e suas representações diplomáticas.
O julgamento será retomado em 15 de abril.
DIVULGAÇÃO PARCIAL
Aliás, como mostra a Gazeta do Povo on line, os deputados divulgaram uma lista impressa e capenga. Lá estão só os nomes, mas os cargos foram omitidos. É uma transparência parcial e envergonhada...
DIVULGARAM
Seguindo ainda a lógica do "fumou, mas não tragou", a Assembleia Legislativa acaba de anunciar, por e-mail que foi divulgada a lista dos funcionários da Casa. Detalhe: só foi divulgada a lista impressa, distribuída aos deputados e aos membros da imprensa que estavam lá no plenário, em Curitiba. Até agora, nada de divulgação pela internet, o que demonstra uma transparência pela metade.
CONVITE
O vereador Tito Valle (PMDB) protocolou ontem, na Casa Civil, um convite para que o governador Roberto Requião (PMDB) visite a Câmara Municipal hoje à tarde, aproveitando a visita dele à cidade, por conta da abertura da Exposição Agropecuária.
Ainda não obteve resposta.
Ainda não obteve resposta.
DILMA ROUSSEF NÃO ESTÁ CONFIRMADA
Acabo de falar com a assessoria de imprensa da Casa Civil sobre a possível participação da ministra Dilma Roussef na abertura da Exposição Agropecuária de Londrina. A resposta oficial é de que "não está prevista" a participação da ministra no evento. Nos bastidores, comenta-se que a visita já foi abortada.
Os mais engraçadinhos dizem que ela ficou com medo da manifestação dos ambientalistas, que pretendiam protestar contra a construção da Usina de Mauá.
Os mais engraçadinhos dizem que ela ficou com medo da manifestação dos ambientalistas, que pretendiam protestar contra a construção da Usina de Mauá.
TELEFONES
O telefone de Barbosa Neto (PDT) não é o único que ficou congestionado com a corrida rumo aos cargos comissionados. Outros aliados próximos, inclusive os que declararam apoio no decorrer do segundo turno, também estão sendo bastante procurados.
CALCULANDO
Com a calculadora ao alcance da mão, um leitor me ligou e fez o seguinte raciocínio: para liberar R$ 6,5 milhões para a construção do Teatro Municipal, a prefeitura teria que desembolsar 20% como contrapartida: R$ 1,3 milhão.
Segundo o interlocutor, há cerca de oito anos a Biblioteca Municipal funciona com um padrão de entrada de energia podre – no sentido literal da palavra. Já existe projeto pronto para resolver o problema, o que está em falta são os R$ 150 mil que a obra custaria – pouco mais de 10% do que seria a contrapartida.
Se por acaso as condições precárias do padrão de entrada de energia der problema e cair a luz na biblioteca, PAI, Vila da Saúde, Maternidade e Vila da Saúde ficam sem a transmissão de dados. É que as fibras óticas que alimentam essas unidades passam pela Biblioteca.
Segundo o interlocutor, há cerca de oito anos a Biblioteca Municipal funciona com um padrão de entrada de energia podre – no sentido literal da palavra. Já existe projeto pronto para resolver o problema, o que está em falta são os R$ 150 mil que a obra custaria – pouco mais de 10% do que seria a contrapartida.
Se por acaso as condições precárias do padrão de entrada de energia der problema e cair a luz na biblioteca, PAI, Vila da Saúde, Maternidade e Vila da Saúde ficam sem a transmissão de dados. É que as fibras óticas que alimentam essas unidades passam pela Biblioteca.
PELA METADE
A propósito: a Assembleia Legislativa divulga hoje a lista numa versão impressa e com tiragem restrita. Nada de divulgar na internet.
1º DE ABRIL???
Está na edição impressa da Gazeta do Povo de hoje: a Assembleia Legislativa anunciou que vai finalmente publicar, na edição de hoje do seu Diário Oficial, a lista de funcionários da Casa. Mas como mostra a edição on line da Gazeta, a lista foi impressa, mas não foi distribuída, o que equivale a nada.
Apesar da Assembleia ser a “Casa do Povo”, alguns dos deputados a tratam como se fosse propriedade privada. Eles resistem em divulgar lista de cargos comissionados, lista de funcionários, onde estão lotados e quantos ganham.
Aqui em Londrina, graças a um trabalho institucional – para o qual alguns vereadores torcem o nariz –, sabe-se não só o número de servidores – tanto efetivos quanto comissionados –, como também a lista dos nomes e sua lotação está sempre à disposição da imprensa.
Mesmo com a crise do ano passado e a desconfiança que ainda não foi vencida pela atual Legislatura, a Câmara de Londrina tem muito a ensinar para a Assembleia Legislativa e a Câmara de Curitiba, outro centro da opacidade.
Apesar da Assembleia ser a “Casa do Povo”, alguns dos deputados a tratam como se fosse propriedade privada. Eles resistem em divulgar lista de cargos comissionados, lista de funcionários, onde estão lotados e quantos ganham.
Aqui em Londrina, graças a um trabalho institucional – para o qual alguns vereadores torcem o nariz –, sabe-se não só o número de servidores – tanto efetivos quanto comissionados –, como também a lista dos nomes e sua lotação está sempre à disposição da imprensa.
Mesmo com a crise do ano passado e a desconfiança que ainda não foi vencida pela atual Legislatura, a Câmara de Londrina tem muito a ensinar para a Assembleia Legislativa e a Câmara de Curitiba, outro centro da opacidade.
ANÁLISE DA VITÓRIA DE BARBOSA NETO
Ainda que com atraso - o material chegou na segunda-feira à tarde e eu só vi agora -, estou postando um artigo do advogado Valmor Stédile, membro da direção nacional do PDT analisando o resultado da eleição de Londrina. Vale a pena ler.
Eleição de Londrina: reflexões e numerologia
* Valmor Stédile
Detentor de admirável currículo em sua escalada política sendo eleito deputado estadual em 2002, deputado federal em 2006 e prefeito de Londrina este ano, Barbosa Neto terá a oportunidade de enxugar em todas as pontas da administração londrinense e exercer rígido controle dos gastos públicos com o olhar no futuro, seguindo o provérbio chinês, 'uma longa caminhada começa sempre com o primeiro passo'. Usar todas as energias a serviço do que é essencial para a população, perseguindo como uma de suas metas a escolarização em período integral de todas as crianças. E lembrar sempre que ele, prefeito da terceira maior cidade da região Sul do Brasil, é resultado de oportunidades que teve graças à formação de sua mãe, dona Maria Tereza de Moura Barbosa, com quem se criou auxiliando nos anos de vida em serviços como engraxate, vendedor de coxinhas, servente de pedreiro, garçom e chapeiro em lanchonetes.
Conheci Barbosa Neto em 1992 num grande congresso da Juventude Socialista do PDT, realizado na cidade de Guarapuava, para o qual ele esteve participando juntamente com a delegação de Londrina que para lá se deslocou com o apoio do então prefeito Antonio Belinati. Após aquele evento Barbosa ensaiou seus primeiros passos na política, enquanto crescia em popularidade atuando como repórter esportivo e apresentador de televisão formado como melhor acadêmico do curso de Comunicação Social-Jornalismo da Universidade Estadual de Londrina (UEL), porém sem lograr êxito sequer na apresentação de candidaturas que seguidamente eram negadas. Para estrelar sua primeira campanha à Prefeitura, no ano 2000, tamanhas foram as manobras em sentido contrário que até para sair candidato uma espécie de intervenção foi preciso, com dirigentes do PDT estadual acampando em Londrina para presidir e secretariar uma convenção que se anunciava rodeada de vícios e manipulações, o que certamente comprometeriam as legítimas pretenções dele e do partido.
Os resultados até poderiam ter sido melhores, porém foram consagradores porque o fizeram chegar praticamente empatado com o petista Nedson Micheleti no segundo turno, quando aumentou de aproximados 65 mil para 85 mil votos de um pleito para outro, votação praticamente repetida no município na sua eleição para a Assembléia Legislativa, dois anos depois. É claro, nessas ocasiões não faltaram vozes procurando depreciar a liderança que emergia das urnas, sob o argumento de que Barbosa Neto trafegava no vácuo eleitoral aberto com inelegibilidade de Antonio Belinati. Daí a importância do honroso 4º lugar que obteve nas eleições seguintes para a Prefeitura, em 2004, numa campanha que pode ser considerada de afirmação política altamente determinante para Barbosa Neto, pois pela primeira vez disputou contra o ex-prefeito Belinati que voltou às urnas conquistando 'pole position' e perdendo o segundo turno para o então prefeito Nedson Micheleti, reeleito para novo mandato (novamente candidato, o tucano Luiz Carlos Hauly obteve a terceira colocação).
A partir deste enfrentamento democrático com pesos-pesados da política londrinense e dos reflexos de suas ações parlamentares é que Barbosa Neto passa a ser politicamente melhor avaliado, tanto na cidade quanto por todo o estado, haja vista que nas eleições de 2006 conquista mais de 132 mil votos para a Câmara dos Deputados, sendo o mais votado em Londrina e o quinto mais votado do Paraná. Vencido pelo deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB) por pouco mais de mil votos no primeiro turno, agora em 2008, Barbosa já havia se declarado em neutralidade no segundo turno quando voltou atrás decidindo sair a campo com um golpe de mestre: o apoio a Antonio Belinati assegurou a este a vitória e provocou inesperada eleição de 'terceiro turno', para a qual compareceu fortalecido para responder às calúnias e difamações que lhe intentaram através de panfletos apócrifos distribuídos nos bairros, naquele pleito inicial.
Com o contraditório efetivamente estabelecido só poderia dar no que deu. E para os que gostam de refletir nos números, observem como os 54,12% alcançados pelo deputado Barbosa Neto no último domingo em Londrina apontam para o ano da morte do presidente Getúlio Vargas (1954) e terminam identificando o número da vitória de um pedetista (12); enquanto os 45,88% conquistados pelo adversário indicam inicialmente o número da legenda tucana (45) e fecham com o ano (1988) em que o PSDB passou a ser apresentado como espécie de alternativa ao trabalhismo de Leonel Brizola. A votação obtida por Mário Covas na eleição presidencial de 1989, algo em torno de 7 milhões de votos, de fato facilitou a classificação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o segundo turno com menos de 0,5% em relação ao votos atribuidos a Brizola. A história segue o seu curso, não é por menos que ambos os lados fazem suas projeções para 2010.
* Valmor Stédile, advogado, membro do Diretório Nacional do PDT
Eleição de Londrina: reflexões e numerologia
* Valmor Stédile
Detentor de admirável currículo em sua escalada política sendo eleito deputado estadual em 2002, deputado federal em 2006 e prefeito de Londrina este ano, Barbosa Neto terá a oportunidade de enxugar em todas as pontas da administração londrinense e exercer rígido controle dos gastos públicos com o olhar no futuro, seguindo o provérbio chinês, 'uma longa caminhada começa sempre com o primeiro passo'. Usar todas as energias a serviço do que é essencial para a população, perseguindo como uma de suas metas a escolarização em período integral de todas as crianças. E lembrar sempre que ele, prefeito da terceira maior cidade da região Sul do Brasil, é resultado de oportunidades que teve graças à formação de sua mãe, dona Maria Tereza de Moura Barbosa, com quem se criou auxiliando nos anos de vida em serviços como engraxate, vendedor de coxinhas, servente de pedreiro, garçom e chapeiro em lanchonetes.
Conheci Barbosa Neto em 1992 num grande congresso da Juventude Socialista do PDT, realizado na cidade de Guarapuava, para o qual ele esteve participando juntamente com a delegação de Londrina que para lá se deslocou com o apoio do então prefeito Antonio Belinati. Após aquele evento Barbosa ensaiou seus primeiros passos na política, enquanto crescia em popularidade atuando como repórter esportivo e apresentador de televisão formado como melhor acadêmico do curso de Comunicação Social-Jornalismo da Universidade Estadual de Londrina (UEL), porém sem lograr êxito sequer na apresentação de candidaturas que seguidamente eram negadas. Para estrelar sua primeira campanha à Prefeitura, no ano 2000, tamanhas foram as manobras em sentido contrário que até para sair candidato uma espécie de intervenção foi preciso, com dirigentes do PDT estadual acampando em Londrina para presidir e secretariar uma convenção que se anunciava rodeada de vícios e manipulações, o que certamente comprometeriam as legítimas pretenções dele e do partido.
Os resultados até poderiam ter sido melhores, porém foram consagradores porque o fizeram chegar praticamente empatado com o petista Nedson Micheleti no segundo turno, quando aumentou de aproximados 65 mil para 85 mil votos de um pleito para outro, votação praticamente repetida no município na sua eleição para a Assembléia Legislativa, dois anos depois. É claro, nessas ocasiões não faltaram vozes procurando depreciar a liderança que emergia das urnas, sob o argumento de que Barbosa Neto trafegava no vácuo eleitoral aberto com inelegibilidade de Antonio Belinati. Daí a importância do honroso 4º lugar que obteve nas eleições seguintes para a Prefeitura, em 2004, numa campanha que pode ser considerada de afirmação política altamente determinante para Barbosa Neto, pois pela primeira vez disputou contra o ex-prefeito Belinati que voltou às urnas conquistando 'pole position' e perdendo o segundo turno para o então prefeito Nedson Micheleti, reeleito para novo mandato (novamente candidato, o tucano Luiz Carlos Hauly obteve a terceira colocação).
A partir deste enfrentamento democrático com pesos-pesados da política londrinense e dos reflexos de suas ações parlamentares é que Barbosa Neto passa a ser politicamente melhor avaliado, tanto na cidade quanto por todo o estado, haja vista que nas eleições de 2006 conquista mais de 132 mil votos para a Câmara dos Deputados, sendo o mais votado em Londrina e o quinto mais votado do Paraná. Vencido pelo deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB) por pouco mais de mil votos no primeiro turno, agora em 2008, Barbosa já havia se declarado em neutralidade no segundo turno quando voltou atrás decidindo sair a campo com um golpe de mestre: o apoio a Antonio Belinati assegurou a este a vitória e provocou inesperada eleição de 'terceiro turno', para a qual compareceu fortalecido para responder às calúnias e difamações que lhe intentaram através de panfletos apócrifos distribuídos nos bairros, naquele pleito inicial.
Com o contraditório efetivamente estabelecido só poderia dar no que deu. E para os que gostam de refletir nos números, observem como os 54,12% alcançados pelo deputado Barbosa Neto no último domingo em Londrina apontam para o ano da morte do presidente Getúlio Vargas (1954) e terminam identificando o número da vitória de um pedetista (12); enquanto os 45,88% conquistados pelo adversário indicam inicialmente o número da legenda tucana (45) e fecham com o ano (1988) em que o PSDB passou a ser apresentado como espécie de alternativa ao trabalhismo de Leonel Brizola. A votação obtida por Mário Covas na eleição presidencial de 1989, algo em torno de 7 milhões de votos, de fato facilitou a classificação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o segundo turno com menos de 0,5% em relação ao votos atribuidos a Brizola. A história segue o seu curso, não é por menos que ambos os lados fazem suas projeções para 2010.
* Valmor Stédile, advogado, membro do Diretório Nacional do PDT
PLANÍCIE
Vereadores que apoiaram a candidatura de Sandra Graça (PP) à presidência da Câmara, apostam que o prefeito interino Padre Roque (PTB) pode ter dificuldades quando retornar ao seu posto na Câmara Municipal, retornando para a "planície". A avaliação é de que as dificuldades ocorreriam inclusive entre vereadores que apoiaram a candidatura de Roque.
PLANÍCIE
Vereadores que apoiaram a candidatura de Sandra Graça (PP) à presidência da Câmara, apostam que o prefeito interino Padre Roque (PTB) pode ter dificuldades quando retornar ao seu posto na Câmara Municipal, retornando para a "planície". A avaliação é de que as dificuldades ocorreriam inclusive entre vereadores que apoiaram a candidatura de Roque.
CONVITE
O vereador Tito Valle (PMDB), que acompanhou o prefeito eleito Barbosa Neto (PDT) em Curitiba, teria a missão de convidar o governador Roberto Requião (PMDB) para uma visita à Câmara Municipal, segundo informaram vereadores próximo ao peemedebista. Resta saber se Requião vai aceitar o convite. Segundo um interlocutor, os vereadores querem informações sobre os investimentos estaduais em Londrina.
PRÓXIMO DESTINO: BRASÍLIA
Ontem o prefeito eleito Barbosa Neto (PDT) passou o dia fazendo contatos políticos em Curitiba. Conversou com o governador Roberto Requião (PMDB) e esteve na Assembleia Legislativa.
Hoje ele estará em Brasília, onde conversa com ministros.
Ainda não sei qual será a agenda do prefeito eleito para esta quinta-feira, mas acho provável que ele venha para a abertura da Exposição Agropecuária, até porque, além de ministros, estará o governador.
Hoje ele estará em Brasília, onde conversa com ministros.
Ainda não sei qual será a agenda do prefeito eleito para esta quinta-feira, mas acho provável que ele venha para a abertura da Exposição Agropecuária, até porque, além de ministros, estará o governador.
O JEITO É JÂNIO
Descoberta da operação “Castelo de Areia”, feita pela PF e que para variar pegou um punhado de políticos com a mão dentro do jarro: o ex-presidente Jânio Quadros (1961) teria uma conta secreta na Suíça. Jânio sempre negou a existência dessa conta, mas o seu neto (que tem exatamente o mesmo nome que o avô, só que acrescido de um “Neto”), foi flagrado telefonando para advogados sob investigação e sob grampo autorizado pela Justiça, articulando uma operação para buscar o dinheiro supostamente escondido pelo avô.
O símbolo de Jânio, que era da UDN – uma espécie de PFL misturado com PSDB, ou uma versão mais à direita do PT das décadas de 1940 a 1960 -, partido que gritava contra o mar de lama, mas que não aguentava mais esperar pelo seu momento de se banhar no mesmo, era uma vassoura. Dizia que era para varrer a corrupção. Provavelmente para baixo do tapete. Varreu tão para baixo do tapete, que seus herdeiros nem estão achando mais.
Aliás, Jânio Quadros foi peça fundamental no golpe de 1 de abril de 1964: ele assumiu o governo em janeiro de 1961 e renunciou em agosto do mesmo ano, alegando a ação de forças ocultas. A vontade oculta de Jânio era dar um golpe e se tornar ditador. Para isso, apostava no pavor que João Goulart provocava na direita, tanto na civil, quanto na militar. Se fosse hoje ele ouviria de um interlocutor mais jovem: perdeu, playboy, perdeu...
O símbolo de Jânio, que era da UDN – uma espécie de PFL misturado com PSDB, ou uma versão mais à direita do PT das décadas de 1940 a 1960 -, partido que gritava contra o mar de lama, mas que não aguentava mais esperar pelo seu momento de se banhar no mesmo, era uma vassoura. Dizia que era para varrer a corrupção. Provavelmente para baixo do tapete. Varreu tão para baixo do tapete, que seus herdeiros nem estão achando mais.
Aliás, Jânio Quadros foi peça fundamental no golpe de 1 de abril de 1964: ele assumiu o governo em janeiro de 1961 e renunciou em agosto do mesmo ano, alegando a ação de forças ocultas. A vontade oculta de Jânio era dar um golpe e se tornar ditador. Para isso, apostava no pavor que João Goulart provocava na direita, tanto na civil, quanto na militar. Se fosse hoje ele ouviria de um interlocutor mais jovem: perdeu, playboy, perdeu...
FALA CONTUNDENTE, AÇÃO NEM TANTO
No começo de março, sob aplausos gerais, a administração municipal anunciou que iria romper o contrato com a SP Alimentação, empresa terceirizada que presta o serviço de fornecimento da merenda escolar em Londrina. Além da história da carne estragada de fevereiro, em março faltaram hortifruti e foram servidas maçãs podres para as crianças. Some-se a isso o resultado da auditoria feita pela Controladoria do Município, que apontou que R$ 680 mil teriam sido pagos indevidamente.
Chegamos ao 1 de abril, Dia da Mentira, sem que o contrato tenha sido rompido. Agora a administração informa que enviou um “pré aviso” de rompimento do contrato, mas não marcou data para o “divórcio”. O motivo: estariam avaliando – e fariam isso com a administração do prefeito eleito Barbosa Neto (PDT) – o modelo que será adotado no futuro, se terceirização ou retomada do serviço pelo município.
Quase um mês depois, o anúncio da ruptura, que tantos aplausos rendeu, não passa de um anúncio.
Chegamos ao 1 de abril, Dia da Mentira, sem que o contrato tenha sido rompido. Agora a administração informa que enviou um “pré aviso” de rompimento do contrato, mas não marcou data para o “divórcio”. O motivo: estariam avaliando – e fariam isso com a administração do prefeito eleito Barbosa Neto (PDT) – o modelo que será adotado no futuro, se terceirização ou retomada do serviço pelo município.
Quase um mês depois, o anúncio da ruptura, que tantos aplausos rendeu, não passa de um anúncio.
CASTELO DE AREIA
Vendo o Bom Dia Brasil hoje pela manhã, me diverti com um discurso desse paladino da moralidade chamado Artur Virgílio (PSDB/AM). Em vez de explicar as suspeitas de que o seu partido teria recebido “por fora” da Camargo Correia, o tucano reclamou a ausência do PT da lista.
Se o PT ainda não apareceu é porque aparecerá logo ali. O curioso e divertido dessa história é a luta dos partidos, de governo e de oposição pelo nivelamento. Nivelamento por baixo, frise-se.
Se o PT ainda não apareceu é porque aparecerá logo ali. O curioso e divertido dessa história é a luta dos partidos, de governo e de oposição pelo nivelamento. Nivelamento por baixo, frise-se.
Assinar:
Postagens (Atom)